Lua no Rio
Enfeitiçou-se meu Uruguai missioneiro à luz alta do candieiro que o luar pregou no céu. Lembra-me um taura que ao tranquito, entre as barrancas, num tordilho de alvas ancas leva a noite por chapéu...
E nua e branca, branca e nua vai a lua na garupa do charrua andarengo e cantador.
Gastei a vida como um rio entre barrancas e agora as melenas brancas são bandeiras do meu fim. Tu foste a lua - china branca do infinito - que em meus rumos de solito eu sonhei ter junto a mim. Lua-mulher que não tive e - com que mágoa! - não foi mais que um sonho n'água que o rio do tempo levou...