Aos Farroupilhas
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Embora contra nós venha do mundo todo o poder, o valor dos Farroupilhas os fará retroceder.
Fortes braços Farroupilhas nunca sabem fraquejar, hão de punir os tiranos, hão de a pátria libertar.
Não hão de os vis galegos nossa pátria dominar, somos livres Rio-Grandenses, sempre havemos triunfar.
Contra a pátria tais perversos tentaram mil maravilhas, mas tudo desaparece ao grito dos Farroupilhas.
Os livres jamais vacilam no que lhes cumpre fazer, tem constância, tem firmeza, não receiam de morrer.
O farroupilha é mui livre, é denodado, é mui bravo, é o braço da liberdade e o galego é vil escravo.
Liberdade havemos ter, custe embora sangue e morte, fazer guerra à galegada é útil de toda a sorte.
Contra a infame galegada ufanos trabalharemos; triunfando as nossas armas, republicamos seremos.
Guerra, guerra, fome e peste, contra os malvados tiranos, contra aqueles que não forem liberais republicanos.
A lua junto às estrelas aos liberais se mostrou; lavou-se a província em sangue, o partido triunfou.