Alma em Verso
Poesia

Pai-de-fogo

Antônio Augusto Ferreira

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Calor de brasa carancho telha ferrão de abelha cobra coral. Nas labaredas chispa e centelha rosa vermelha manduruvá. Quanto atiço o pai-de-fogo e a labareda inicia seu vôo de borboletas, as minhas cismas charruas são aves imigratórias rumo ao fogão das carretas. Esse fogo me sustenta desde o começo do mundo no muito que representa. Se a vida pede passagem a alma toda se aquenta para seguir de viagem. Por essas noites de frio assopro a cinza do fogo e a labareda tem asas, libera um calor gostoso e alça vôo luminoso direito ao teto das casas.