Almas Gêmeas
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O porquê dos meus silêncios Dessas ausências que trago Só tu conheces o segredo Só tu entendes meus medos Só tu sabes, só eu sei O quanto dói a saudade Quando a tropa das lembranças Nos traz o rosto de alguém.
Quando teu rosto moreno Se emoldura em meu sonho Do qual não quero acordar, Deixe que a noite amanheça Que o sereno umedeça A brancura do jasmim Deixe meu sonho contente Onde teus braços ausentes Adormeceram em mim.
Me perco em divagações Na luz desse teu olhar Que incessantemente vivo a buscar Meu refúgio, meu abrigo Cabresteando minha alma inquieta Tento ser poeta para falar contigo. Pelas sombras dos caminhos Entre pealos e tombos Camperiando verdes sonhos Buscando por teus carinhos.
Quando tua imagem ressurge Do meio da multidão Sinto lágrima na voz E festa no coração A doce magia que nos aprisiona Nessa vida xucra e redomona Plantou em nós tanto querer Que no decorrer do tempo Entre encontros, contratempos Não tivemos tempo para esquecer.
E como esquecer ?? Se estás em mim, e estou em ti Somos almas gêmeas Amor sublimado, presente de Deus Se o cruel destino, por mero capricho Se fez nosso algoz E em cada recanto dos cantos da gente Guardamos somente ternuras de nós.
Ternuras de um mundo que é só nosso Onde a paz faz fluir a oração Nessa mescla de canções e poesias Num brinde divinal de fantasia Há uma sinfonia escrita a quatro mãos. Há uma harmonia infinita a nos unir Na sublimidade de um amor sem fim Sou notas de um canto em harmonia És poesia que rebrota em mim Para semear cantos de paz Mundo de emoções e sentimentos Brilho de uma estrela milenar No veludo azul do firmamento.
Não queremos chegar ao fim da estrada E ter lembranças perfumadas De tudo o que fomos e sentimos Restar somente uma flor amarfanhada Versos de um poema inacabado Resquícios de ilusões da mocidade Guardando digitais, sonhos, desejos Que ficaram no carimbo de um beijo Na promissória perene da saudade.
Queremos muito mais do amor da gente Deixar vestígios, sementes Desse amor iluminado Sobre lírios perfumados Que a noite morna orvalhou Numa prece de ternura Na brisa beijando a flor... Me calo, pois tenho medo De revelar o segredo Dos meus poemas de amor.
Esse amor, maior que a vida inteira E que estará em nós em todos os lugares Entrelaçando ternuras Brindando promessas, juras Na muda linguagem dos olhares Te busco, na mensagem do silencio Me buscas, nos mistérios do impreciso Pealando estrelas no infinito do meu tema Para eternizar a doçura de um poema Que nasceu do teu sorriso.