Além das Bandeiras e Brasões – Moisés Silveira de Menezes
VIII Tertúlia Maçônica da Poesia CrioulaPublicado em
I
Humanidade, humanismo Expressões profundas, fortes Adornam brasões, bandeiras Traduzem sentir, ditam nortes.
O mundo avançou no tempo Terçando verbo e combates Palavras, armas de mando Para a tristeza dos vates.
Se o progresso trouxe alento O mundo manteve o homem Preso ao próprio pensamento.
Sacar do homem as viseiras Que a palavra humanidade Vai muito além das bandeiras.
II
Fraternidade, humanidade Eternas inseparáveis Na ausência o tempo obscuro Das guerras intermináveis.
Palavras gestam o mundo Um grande fogo de chão Utopia, antigo sonho Dos povos em comunhão.
Palavras semeiam crenças As crenças transmutam gestos Pra um tempo de benquerença.
Soprem ventos outras visões E a palavra humanidade Pra muito além dos brasões.
III
Igualdade, mandamento Da qual não se dissocia O sonho de humanidade Que o poema acaricia.
Falseando escassas palavras Guerreiros de pouca luz Martirizaram iguais Brandindo espadas e cruz.
Tirano, o verbo sem gesto, Bem pouco, nada traduz Ante o poder manifesto.
O homem marcha em reponte Justo, perfeito, no rumo Das virtudes no horizonte.
IV
Liberdade, humanidade Tangendo ideais e sonhos A luta eterna de todos Igualdade aos desiguais.
Palavras, força motriz Um mundo além da quimera Amor em tempos de amar Que à humanidade condiz.
Das mais sagradas mensagens Amor, orvalho do Hermon Desça o manto sobre os homens.
O verbo aponta as razões Seja dogma, humanidade Além, das bandeiras e brasões!!!