Milagre do amor
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À viva luz da forja, ao conto alto da incude, Vêde-o: um tipo viril, musculoso e possante; Brilha-lhe o sol do olhar, e o peito de gigante, É taurino e brutal, exuberante e rude. Espécime ideal de força e juventude. O ferro dobra e torce e quebra e amolga. Diante Dos seus pulsos, o bronze hierático e cantante, Faz-se dúctil. Seu corpo é um hino de saúde. Desde que a aurora nasce, ei-lo, o bruto, ao trabalho, Entre o fogo da forja e as vibrações do malho, Majestoso e robusto, atlético e sereno. Mas, quando a noite cai, ele, que vence tudo, No seu ninho de amor, curva-se humilde e mudo, Da mão de uma mulher, ao delicado aceno...