Alma em Verso
Poesia

Abandono

Jurema Chaves

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Vi uma linda criança sentadinha na calçada trazia a face molhada no seu pranto silencioso como é triste e doloroso a criança abandonada.

Naquele olhar inocente eu vi uma queixa muda pedindo por uma ajuda naquele triste abandono anjos dormindo no chão e a crueldade no trono.

Que falta de humanidade como a vida é incoerente condenando um inocente absolvendo o culpado onde um anjo de doçura vive tão abandonado.

Olhando aquele rostinho vi dois olhinhos tristonhos de alguém que nem mesmo sonho tem na vida pra sonhar traz o inverno na alma sem ninguém pra lhe ajudar.

Fica olhando a vitrine e a fome lhe corroendo segue a vida sofrendo minha pobre menininha que dorme na escuridão acorda na solidão por não ter sua mãezinha.

És uma doce criança á margem da sociedade sentes na pele a maldade não confias no futuro neste teu coração puro desejo plantar amores para amanhã colher flores te dando um porto seguro.

Tu pareces um barquinho de papel jogado ao mar e prestes a naufragar tão frágil, tão indefesa te arrasta a correnteza sem um porto pra ancorar muito amor quero te dar ó pequena princesa.

Queria que Deus me desse o poder de te ajudar pra te oferecer um lar por mais modesto e singelo te dar todo o amor que existe transformar teu mundo triste no mais dourado castelo.